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Campanha da Fraternidade 2011
O compromisso de todos com a vida no planeta – CF 2011
O compromisso de todos com a vida no planeta – CF 2011 A força evangelizadora da Campanha da Fraternidade na Quaresma Com data de 26 de dezembro de 1963, o então Bispo-Auxiliar do Rio de Janeiro e Secretário-Geral da CNBB, Dom Helder Câmara, enviou aos Bispos do Brasil o projeto da Campanha da Fraternidade, que havia sido aprovado por eles durante os trabalhos do Concílio Ecumênico Vaticano II, Desta forma, desencadeou-se uma atividade ampla de evangelização num período determinado, a Quaresma, com o objetivo de promover a fraternidade em compromissos concretos em vista da transformação da sociedade a partir de uma realidade específica. No espírito da pregação dos profetas, retomada por Cristo, insiste na verdadeira penitência que agrada a Deus, como meio de evangelização da quaresma: repartir o pão com quem tem fome, dar de vestir ao maltrapilho, libertar os oprimidos, promover a todos. Tornou-se um patrimônio da Igreja Católica e também das outras Igrejas Cristãs históricas, pois ela teve já três edições ecumênicas. Firmou-se igualmente como um benefício para toda a sociedade brasileira. Campanha da Fraternidade, força profética na vida eclesial e social A CF nasceu no contexto renovador do Concílio Vaticano II. Vem tendo marca profética para a vida da própria Igreja e para toda a sociedade. Num primeiro momento, mais breve, acentuou a renovação interna da Igreja (Lembre-se, você também é Igreja; Faça de sua Paróquia uma comunidade de fé, culto e amor). Num segundo, insistiu na renovação do cristão (somos todos responsáveis uns pelos outros, somos todos iguais – somos todos irmãos, crer com as mãos, ser cristão é participar, descubra a felicidade de servir ...). Por fim, ela destaca a realidade social do povo, denunciando o pecado social e promovendo a justiça (... repartir o pão, caminhar juntos, trabalho e justiça para todos, preserve o que é de todos, saúde para todos, fraternidade sim – violência não, pão para quem tem fome, mulher e homem – imagem de Deus, solidários na dignidade do trabalho, sem trabalho por quê? ...). Para quem desejasse temas mais “religiosos”, “eclesiais”, é bom lembrar que, abordando aspectos sociais, a CF impele a Igreja a ser mais autêntica, fiel ao Evangelho, samaritana, libertária (que busca a libertação de todas as pessoas e da pessoa toda das múltiplas formas de escravidão). Quanto mais fiel ao Evangelho, mais força profética a Igreja terá. A CF 2011 – a vida no planeta Em sua dimensão profética, a CF deste ano aborda a questão do aquecimento global e as mudanças climáticas. Seu tema é: Fraternidade e a Vida no planeta. Seu lema: “A criação geme em dores de parto” (Rm 8,22). O objetivo geral da CF 2011 é: contribuir para a conscientização das comunidades cristãs e pessoas de boa vontade sobre a gravidade do aquecimento global e das mudanças climáticas e motivá-las a participar de debates e ações que visam enfrentar o problema e preservar as condições de vida no planeta. Para se alcançar este objetivo amplo, são propostos os seguintes objetivos específicos: - viabilizar meios para a formação da consciência ambiental em relação ao problema do aquecimento global e identificar responsabilidades e implicações éticas; - promover a discussão sobre os problemas ambientais com foco no aquecimento global, mostrando sua gravidade e urgência e articulando a realidade local e regional com o contexto nacional e planetário; - trocar experiências e propor caminhos para superação destes problemas. As estratégias para tais objetivos são: - mobilizar pessoas, comunidades, Igrejas, religiões e sociedade para assumirem o protagonismo na busca de alternativas para superar os problemas socioambientais decorrentes do aquecimento global; - propor atitudes, comportamentos e práticas fundamentados em valores que tenham a vida como referência no relacionamento com o meio ambiente; - denunciar situações e propor responsabilidades em relação aos problemas decorrentes do aquecimento global. A Campanha da Fraternidade e a questão ambiental A questão ambiental já esteve presente diversas vezes na CF. Já a de 1979 tratou do assunto, com o tema: Por um mundo mais humano e o lema: Preserve o que é de todos. Em seu texto base encontramos: “Entre os grandes e urgentes desafios da humanidade atual está o da defesa e preservação do meio-ambiente, de que se ocupa a chamada Ecologia.” Em outros anos, a questão apareceu mais ou menos explícita. Em 1984: Fraternidade e vida; 1986: Fraternidade e terra, Terra de Deus – Terra de irmãos; 2000: Dignidade humana e paz – dizia que é tarefa de todos “cultivar e guardar este planeta, terra de todos, criatura de Deus... somos todos responsáveis pela integridade da criação” (Texto Base - TB 218); 2002: Fraternidade e povos indígenas, por uma terra sem males; 2004: Fraternidade e água, fonte de vida; 2007: Fraternidade e Amazônia, vida e missão neste chão; 2008: Fraternidade e defesa da vida. Mencionou as ameaças à vida e ao meio ambiente, a questão ecológica e o valor da vida humana (TB 136-141). Para encaminhar a reflexão sobre a temática da CF 2011 - O que está acontecendo em relação ao meio ambiente? - O que causa isso? O que provoca o aquecimento global e as mudanças climáticas? - De quem é a responsabilidade? De que forma e em que medida? - O que a Igreja realizou ou está realizando em relação ao meio ambiente? - Na sociedade civil organizada, quem atua e o que faz em defesa do meio ambiente? Num exercício de imaginação, o que o planeta terra e as criaturas diriam a nós, seres humanos? O Planeta terra, casa de todos, está com febre. Nosso corpo tem alguns sinais vitais com índice médio de funcionamento: pressão arterial, pulsação, batimentos cardíacos, temperatura... Quando a temperatura passa dos 36,5º C, começamos a sentir mal-estar. Quanto mais ela subir, pior a sensação. Precisamos encontrar a causa e aplicar o remédio para que volte ao normal. Segundo estudos científicos, de Há divergências quanto às causas deste fenômeno. Para alguns, é consequência da evolução do planeta. Para outros, da emissão de gases com efeito estufa, intensificada a partir da industrialização, de 1750 em diante, e da retirada da natureza de seres que compensam ou absorvem estes gases naturalmente. As florestas e os oceanos, por exemplo, trocam gás carbônico por oxigênio na atmosfera. Três são os gases de maior efeito estufa: dióxido de carbono (CO2), proveniente das queimadas de combustíveis fósseis e das queimadas de árvores, vegetação...; é responsável por mais ou menos 64% do efeito estufa; metano (CH4), produzido por campos de arroz, pelo gado e pelas lixeiras; contribui com cerca de 19% do efeito estufa; óxido nitroso (NO2), advindo principalmente da agricultura, pela fertilização do solo e por defensivos agrícolas. Estes e outros gases guardam calor do sol na atmosfera. Isso provoca o aumento da temperatura da terra e as consequentes mudanças climáticas. Não se pode, pois, negar que não haja muitas mudanças climáticas e que a ação do ser humano não tenha provocado muitas alterações profundas na natureza. O modelo capitalista de desenvolvimento, movido pelo lucro, alimentado pelo consumo compulsivo, acima de tudo de produtos supérfluos, sem levar em conta as consequências nefastas para a natureza e para os mais pobres, gera um impasse sempre mais grave. Ou se continua a exploração predatória da natureza e se arca com as consequências, colocando em risco a vida, ou se muda radicalmente o modo de vida. Não é que a terra não possa fornecer o necessário para a vida da humanidade. Atualmente, há farta produção de alimentos, mas um bilhão de pessoas passa fome. É que muito alimento está estocado e foi transformado em objeto de negócios em bolsas de valores, como as ações de uma empresa. A humanidade consome um quarto a mais do que a terra realmente pode disponibilizar. Se a população do planeta aumentou 4 vezes no século passado, de O desenvolvimento deve ser sustentável. A sustentabilidade inclui três aspectos: economia, meio ambiente e bem estar social. Não pode haver apenas crescimento econômico. Deve haver preservação da fonte, a terra e seus bens. Deve haver acesso de todos aos frutos do crescimento econômico, superando as gritantes desigualdades sociais. Diz um especialista que a destruição da biodiversidade tem as mesmas causas que a degradação social. Nesta visão economicista, não se leva em conta as consequências da geração de energia, sempre mais necessária para o ritmo de produção de bens, do desmatamento de florestas, especialmente a amazônica, da utilização da água. Neste espírito, o cuidado com o meio ambiente é visto como obstáculo ao desenvolvimento, que acaba sendo apropriação indevida de bens por parte de alguns e não progresso de todos. E mesmo que fosse para todos, não pode ser conquistado a qualquer preço. A terra não pode ser vista apenas como fornecedora de bens. Ela também tem suas necessidades. É bem verdade que a comunidade mundial tem se preocupado com o meio ambiente. Órgãos oficiais, entidades da sociedade civil, Igrejas desenvolvem iniciativas de educação, intervenção e contestação para a preservação da natureza. A Organização das Nações Unidas (ONU) promoveu diversas atividades a partir de 1970. - 1972, Conferência de Estocolmo, primeiro encontro internacional sobre meio ambiente. Aponta necessidade de equacionar eficiência econômica, equidade social e equilíbrio ecológico. - 1987, Protocolo de Montreal, entrando em vigor a partir 1º de janeiro de 1989, compromete os países signatários a substituir as substâncias que reagem com o ozônio na parte superior da estratosfera. - 1992, Rio de Janeiro, Eco 92. Buscou conciliar o desenvolvimento socioeconômico com a conservação e proteção dos ecossistemas da Terra. Cunhou o conceito de desenvolvimento sustentável e contribuiu para a conscientização de que os danos ao meio ambiente são majoritariamente de responsabilidade dos países desenvolvidos. - 1997, Kyoto, Japão, encontro que produziu o Protocolo com o nome da mesma cidade. Estabelecia a redução de gases com efeito estufa. Precisava a adesão mínima de 55 países, incluídos os que juntos produziam 55% do gás carbônico lançado na atmosfera. Mas, Estados Unidos, Canadá e Austrália não assinaram. - 2002, África do Sul, Rio 10+. Principais temas: erradicação da pobreza, mudança dos padrões de produção, consumo e manejos de recursos naturais e desenvolvimento sustentável. - De - De 29 de novembro a 10 de dezembro de 2010, em Cancún, México, 16ª Conferência das Partes da Convenção sobre Mudança Climática, a COP-16, com a participação de 193 países. Segundo informações ainda não bem precisas, esta Conferência aprovou um “pacote de decisões”, designado “Acordos de Cancún”. A Bolívia não o subscreveu por reivindicar medidas mais amplas. Para membros de movimentos e organizações populares, o sentimento foi de decepção. O texto reconhece a necessidade de cortes profundos nas emissões de gases causadores de efeito estufa para se evitar que a temperatura aumente mais do que 2 graus acima da época pré-industrial. Confirma o compromisso de Copenhague de que os países desenvolvidos financiem ações de redução de emissões e adaptação às mudanças climáticas nos países em desenvolvimento, no valor de 30 bilhões de dólares até 2010 e um fundo climático de 100 bilhões de dólares até 2020. Mas o texto não tem efeito jurídico vinculante, como é o Protocolo de Kyoto, que não foi renovado ou prorrogado pela oposição de Japão, Canadá e Rússia, já que não se aplica a China e Estados Unidos. Os próximos ajustes serão em Durban, África do Sul, no final de 2011. E para 2012, as Nações Unidas irão realizar, no Rio de Janeiro, outra conferência sobre Mudança Climática. O evento, intitulado Rio + 20, irá comemorar os 20 anos da Eco-92, além de avaliar os progressos alcançados desde 1992 na proteção do meio ambiente. A falta de consenso nestes eventos revela a dificuldade política de um acordo também global. O impasse entre nações ricas e desenvolvidas e as em desenvolvimento e subdesenvolvidas tem como vítima o planeta todo, pois como dizia Ghandi, “o mundo tem recursos suficientes para atender às necessidades de todos, mas não à ambição de todos”. A preservação da natureza – indicações da sabedoria de povos, da bíblia e da teologia Quem está com febre não consegue escondê-la, pois seus efeitos são percebidos pelos outros. Não podemos negar as consequências do aquecimento global, a febre da terra. E como afetam a todos, ninguém pode deixar de fazer a sua parte para reverter a situação. Muitos grupos humanos, especialmente indígenas, muitas pessoas, a bíblia, a teologia e a ciência em seus diversos ramos oferecem inúmeras contribuições para a urgente e irrenunciável mudança de hábitos para cuidar da terra. Em 1854, quando o processo capitalista de industrialização não estava tão avançado, o cacique Seatle, do povo Sioux advertiu o presidente dos Estados Unidos a respeito da devastação que o “homem branco” estava realizando. Em sua sabedoria, está a de tantos outros povos. No início da Conferência de Cáncun, Gabino Apata Mamani, do Conselho Nacional de Ayllus e Markas do Qullasuyu, declarou: A Mãe Terra está morrendo devido ao saque dos capitalistas; as geleiras do Illimani estão desaparecendo e em pleno verão há um frio de inverno. É a mudança climática. Eles, os capitalistas poluem tudo, por isso os animais morrem, há muita seca. São Francisco de Assis, falecido em 1226, com 44 anos, Quando a Bíblia foi escrita, não se percebia explicitamente a questão da preservação ambiental. Mas nos traz os ensinamentos de Deus para cuidarmos bem da vida. Ensinamentos que são sistematizados pela Teologia, especialmente a Teologia da Criação. A mensagem bíblica a respeito do universo é que Deus criou tudo o que existe e o confiou ao ser humano para ser seu jardineiro, o cuidador da natureza, não seu dominador e destruidor. Assim, ele é o responsável pela vida, pelo bem estar e integridade de tudo e de todos os que lhe foram confiados. Mas o ser humano não observou a advertência de Deus de “não comer da árvore do bem e do mal” (Gn 3,1-24). Na sua presunção de assumir prerrogativas divinas, homens e mulheres querem dominar o mundo, subjugar os outros seres, em verdadeira guerra social e ecológica que leva inevitavelmente à morte. Homens e mulheres podem usufruir dos bens do jardim, mantendo, porém, a ordem divina que aponta para a justiça e a solidariedade em vista da coletividade. “Comer da árvore não recomendada significa que as pessoas se fazem dominadoras, instalam um sistema destruidor, e na condição de senhores e senhoras do bem e do mal, acabam destruindo tudo, inclusive a si mesmos, instalando um conflito no lugar de uma vida solidária” (TB 118). A mensagem bíblica traz também o ensinamento sobre a necessidade do descanso semanal das pessoas, mas igualmente da terra e dos animais de uso doméstico. O ano sabático e o ano jubilar visam a um retorno periódico à condição inicial da vida. O abandono deste princípio, resulta na “estruturação de um mundo sem celebração, de um tempo visto somente pela ótica da produção e do progresso, que gerou desequilíbrios e injustiças" (TB 129). Na bíblia encontramos ainda indicações precisas a respeito do cuidado da vida e das fontes vitais (Dt 22,6-7; 20,19-20; 23,13-15), bem como a respeito do uso dos bens e do cultivo da terra. No deserto, o maná devia ser recolhido na porção necessária para cada dia. O que fosse a mais, apodreceria. Quando o povo chegou à terra prometida, ela foi repartida de modo a evitar a concentração de bens. Não podia ser vendida em definitivo, porque é de Deus (Nm 26,53; Lv 25,23). Jesus Cristo, na conhecida contestação às três tentações (Mt 4,1-10), ensina que a natureza não pode ser transformada para servir unicamente ao nosso consumo e ao lucro; que Deus não pode ser transformado em mágico protetor a garantir a prosperidade de seus devotos; que o senhorio humano em relação à natureza tem um limite. Quando não observado, cria-se um processo de degradação da vida (Cf TB 140-142). As Igrejas cristãs, à luz das indicações bíblicas, desenvolveram patrimônio teológico sobre a criação e conjunto de ensinamento social a respeito do uso dos bens e da organização da sociedade. Pela Igreja Católica, entre outros, o Documento do Concílio Vaticano II sobre a Igreja no mundo de hoje diz: “Deus destinou a terra, com tudo o que ela contém, para o uso de todos os homens e povos, de tal modo que os bens criados devem bastar a todos, com equidade sob a regra da justiça, inseparável da caridade” (GS 70). Documentos dos Papas Paulo VI, João Paulo II e Bento XVI chamam atenção para o limite dos recursos disponíveis, das urgentes providências a serem tomadas no campo da ecologia, que deve ter também a conotação social e humana. O Documento da Aparecida diz que as questões ecológicas são um dos novos areópagos da evangelização (DA 491). A Assembleia Ecumênica Mundial (Coreia, Mutirão em favor do planeta e da vida no planeta Para preservar o meio ambiente, que iniciativas deveríamos desenvolver de forma pessoal, familiar e comunitária, em nível local, regional e outros? Quando alguém fala que está com gripe, dor de garganta, com febre, as pessoas lhe indicam diversas receitas. Diante do planeta febril, precisamos exercitar nossa criatividade para que ele volte a ter saúde plena. Cada um é responsável pela sua febre e é também parte do problema. Algumas indicações: - Resgatar o sentido profético do domingo. O preceito não se restringe a não trabalhar para ir à igreja. Os textos bíblicos sobre o sábado, dia do Senhor, indicam uma estruturação do tempo em favor da vida. Um dia de descanso, para as pessoas, para os animais domésticos, para a terra, numa semana, num determinado período (de 7 em 7 anos, a cada 7 semanas de anos) é indispensável para o ritmo da vida e para o ser humano reconhecer Deus como centro da criação. - Descobrir o próprio consumo ecológico, para assumir formas de vida menos predatórias. É importante conhecer a própria “pegada ecológica” (o termo designa espécie de cálculo entre o que uma nação tem para extrair da natureza e gastar, sem comprometer sua sustentabilidade). - Iniciativas simples para diminuir o gás carbônico na atmosfera, propostas pela Campanha 10:10 Global, na qual se integra o Conselho Mundial de Igrejas: evitar sacolas plásticas; consumir produtos locais (os que vêm de longe chegam por transporte que consome petróleo); diminuir temperaturas de geladeiras, ar condicionado, estufas...; usar melhor eletrodomésticos; utilizar painéis solares; racionalizar uso da água; fazer coleta seletiva de lixo; selecionar alimentos que exigem menos comprometimento ecológico... - Reivindicar melhorias urbanas que contribuam para o bem estar da população, saúde e cuidado com o meio ambiente (saneamento básico, transporte coletivo com energia limpa, parques de lazer...). - Ações conjuntas em relação à questão energética, do desmatamento, do agronegócio. - Propugnar políticas públicas de prevenção e de superação de situações de risco (construções em encostas, em áreas de fácil alagamento). - Fortalecer a consciência de que toda a criação faz parte da obra criadora e redentora de Deus. A vida é dádiva e como tal pode ser vivida, em gratuidade, em confiança na presença e no amor gratuito de Deus. O cuidado com o meio ambiente pode e deve ser hoje uma resposta ao amor redentor de Deus. Com o Criador, podemos e devemos ser cuidadores, criadores e mantenedores, ajudando a salvaguardar o direito e a dignidade de vida das gerações futuras. A incumbência divina de cuidar da natureza exige das pessoas perceberem-se integrantes do todo da criação com a tarefa de zelar para que a mesma se mantenha, para além do tempo presente, em suas próprias bases ecossistêmicas (Cf TB 215-219). Erexim, 12 de dezembro de 2010, dia Na. Sra. de Guadalupe. - Pe. Antonio Valentini Neto, pároco da Catedral S. José.
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