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Reflexão
REIS MAGOS: UM DESEJO PROFUNDO DE DEUS
Postada em: 07/01/2012
REIS MAGOS: UM DESEJO PROFUNDO DE DEUS Desejar é trazer para mais perto o que buscamos, é aproximar o sonho da realidade, é pendermos para aquilo que nos atrai. Os reis magos – mais sábios e astrólogos do que reis – tinham um profundo desejo de Deus, uma real e grandiosa sede de infinito. Por isso, puseram-se a caminho, guiados por uma luz sideral que anunciava uma luz muito maior, uma estrela-guia que afinava com o desejo de encontrar Deus. Para encontrar Deus precisamos sair de nossas mesquinharias, de nosso orgulho, de nossos conceitos meramente humanos e interesseiros, acender o desejo apagado mas ainda presente em nós, colocar-se a caminho. Nossos sonhos se realizam somente quando começamos a plantar as sementes, quando deixamos o porto e singramos os mares na grande travessia da vida. Porém, se andamos por caminhos tortos e confusos, Deus continua a nos procurar, uma busca que dura a vida inteira. Ele vem ao nosso encontro e se torna ele mesmo luz, estrela a nos guiar, mostrando-nos sua face para que nossa caminhada não pareça inútil, manifestando-se, revelando-se a nós numa sempre atualizada epifania. Em uma das estações da estrada percorrida pelos reis magos, encontraram Herodes. Envolto em seu cinismo, mergulhado em seu orgulho, sentindo o poder e as pernas tremerem, pede aos magos que, assim que encontrassem o menino o comunicassem para que ele também fosse adorá-lo. Mentira, queria matá-lo. Mesmo que procurasse, Herodes não encontraria o menino porque dentro dele brilhava outra luz, não a luz de Deus que alimenta a chama na espiritualidade sincera e verdadeira. Brilhava a luz efêmera e fugaz dos desejos mundanos. Deus não fazia parte de suas buscas. A estrela que guiou os magos parou num humilde presépio, onde nascera o Menino Jesus e onde Maria e José permaneceram por algum tempo, cuidando, contemplando e adorando o Menino-Deus. A estrela levou a Jesus. Perceberam, então, que não era a estrela que iluminava o caminho. Era a criancinha que iluminava a estrela. O ambiente era rústico e simples, mas a estrela indicava a grandeza do Filho de Deus, que se tornou humano para que nós pudéssemos nos tornar divinos. Na nossa vida, o Espírito Santo também se faz estrela, conduzindo-nos a Jesus. Que cada um de nós, como os magos, aprenda a seguir, com admiração, interesse e amor essa estrela que sempre quer brilhar para nós. Na caminhada da vida temos esta grande missão de buscarmos a Deus incessantemente. Porém, não um Deus distante, mas um Deus presente, próximo, que caminha conosco, que se manifesta nos fatos e nas pessoas. A estrela não está mais no céu e o menino não está em Belém. A estrela está dentro de cada um de nós: temos que fazer uma viagem ao interior de nós mesmos. Que nossa busca seja sincera, que nossa estrela não se apague, que não abandonemos a caminhada, que a paz não seja uma ilusão, que o amor não seja interesseiro, que não se apaguem nossos desejos, especialmente o maior de todos os desejos: Deus. Pe. Dirceu Balestrin, Vigário Geral da Diocese, em Voz da Diocese de 08/01/12
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